Qual o Papel do Aluno e do Professor no Aprendizado de Línguas?

 

É natural que o ser humano busque estratégias que simplifiquem a vida. Muitas vezes, conseguimos encontrar regras e hábitos que nos ajudem nas tarefas do dia a dia, como fazer uma lista antes de ir ao mercado ou anotar informações importantes na capa da agenda para facilitar o acesso rápido.

A tecnologia é outro meio de otimizar o cotidiano. Com o uso dos smart phones e internet, obtemos ajuda rápida para muitas coisas, mas também exercitamos cada vez menos nossa capacidade de memorização, criatividade e autonomia na resolução de problemas.

Ao nos depararmos com situações complexas em que o aprendizado e o esforço são necessários, acabamos, por vezes, assumindo uma postura utilitária e passiva, esperando que a informação e o desenvolvimento de habilidades surjam de forma imediata e com o mínimo empenho necessário.

Nossa própria cultura educacional reforça isso, pois nos oferece desde pequenos um sistema de ensino tradicional baseado no professor que despeja conteúdo enquanto o aluno recebe a informação de forma inativa, sem exercício do pensamento lógico ou reflexão, nos tornando pouco autônomos e participativos no processo.

E, então, surge a necessidade de aprender um idioma. Ao ingressar num curso de línguas, o aluno acredita que o andamento será o mesmo: o professor provê tudo o que ele precisa de forma rápida, prática, lúdica e é percebido como o principal responsável pelo sucesso ou insucesso na empreitada, assim como também deposita igual responsabilidade na escola, no método ou no material utilizado, deixando, na maioria das vezes, de refletir sobre a própria atitude no aprendizado.

Porém, ao buscar aprender um idioma, o aluno logo percebe que apenas assistir as aulas e ouvir o professor falar não basta, pois a informação não se fixa magicamente e o professor não tem como entrar na cabeça do aluno e suprir toda a falta de curiosidade ou contato com o idioma na vida real, bem como as questões individuais que ajudam ou dificultam o aprendizado, tais como aptidão, tempo dedicado, atenção, conhecimento prévio ou cultural sobre o idioma, maior ou menor dificuldade de memorização, insight, feeling, dentre outras coisas.

Michael Jacobs, autor do livro “Como não aprender inglês”, é também um professor britânico. Em seu livro, ele não apenas esclarece dúvidas sobre a língua, mas aborda em muitos momentos os aspectos culturais e atitudes dos aprendizes que influenciam o aprendizado, fazendo uma análise das dificuldades que sempre observou em alunos. Ele fala não somente de sua experiência como professor, mas também como quem teve que passar pelo processo de aprendizado do português quando chegou ao Brasil. Sim, o fato dele ter estado massivamente exposto ao idioma e à cultura brasileira ajudou, mas se não podemos estar em solo estrangeiro, havemos de compensar isso de algum modo buscando alternativas que aumentem nossa exposição a tais fatores.

Em um dos trechos do seu livro, ele diz o quanto percebe o papel do professor como sendo o de um instrutor que ajuda as pessoas a aprenderem, mas não como o responsável por fazer com que aprendam, e se surpreende porque essa segunda opção parece ser o que boa parte dos alunos brasileiros acredita. Ele diz que o esforço no processo precisa partir tanto do instrutor (como ele prefere ser chamado) quanto do aluno, os dois juntos, meio a meio.

Assim, suas estratégias em sala de aula forçam o aluno a correr atrás do aprendizado, explicando o necessário, mas não facilitando as coisas com uso excessivo do português e fórmulas que inexistem tantas vezes quanto o aluno deseja. Ele não é ortodoxo, ou seja, se necessário, ele, por exemplo, utiliza o português para facilitar algum entendimento e ganhar tempo na aula, como quando precisa esclarecer a diferença entre “hollow” (oco) e “empty” (vazio), mas o faz apenas quando realmente é preciso.

Fato é que os alunos que apresentam as características de proatividade e esforço próprio, avançam muito mais rapidamente no domínio do inglês.

Que isso nos faça refletir sobre o quanto estamos colocando em prática os nossos 50% de esforço necessários no processo, revendo conteúdos aprendidos, buscando ampliar o contato com o idioma na vida real, pesquisando uma pronúncia ou significado em vez de depender unicamente do momento de aula ou da explicação do professor, aproveitando – em vez disso – apenas o espaço da aula para praticar e expandir mais, para que nos tornemos protagonistas em vez de apenas figurantes na evolução do aprendizado de uma segunda língua.

Aprender um idioma começa com o desenvolvimento de novas posturas como aprendizes. é uma forma de agir e pensar.

 

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